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‘Ainda Estou Aqui’ domina o Prêmio Grande Otelo com 13 vitórias em 16 indicações

‘Ainda Estou Aqui’ domina o Prêmio Grande Otelo com 13 vitórias em 16 indicações

31/07/2025

A 24ª edição do Prêmio Grande Otelo, realizada em 30 de julho na Cidade das Artes Bibi Ferreira, no Rio de Janeiro, coroou “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, como a grande vencedora. O filme recebeu 16 indicações e garantiu 13 estatuetas, incluindo Melhor Longa‑Metragem de Ficção, consagrando-se titular do júri popular.

A cerimônia centrou-se no tema “o cinema brasileiro no mundo”, destacando produções que levaram o país aos principais palcos internacionais.

Por decisão da Academia, ainda que inscrito no prêmio, o longa foi homenageado com status hors concours, recebendo Troféu Especial pelos successos globais, entregue a Walter Salles e Fernanda Torres.

Durante a cerimônia, conduzida por Isabel Fillardis e Bárbara Paz, o público foi levado a uma viagem simbólica pela história do cinema brasileiro e sua presença no exterior. Logo no início do evento, as apresentadoras destacaram personalidades que abriram caminho para o Brasil além das fronteiras, entre eles Raul Roulien, reconhecido como um dos primeiros artistas do país a conquistar espaço em Hollywood.

Em seguida, o palco se iluminou para uma homenagem a Carmen Miranda. A apresentação incluiu uma versão moderna do clássico “O Que é que a Baiana Tem”, interpretada pela cantora Duda Brack, que trouxe nova vida à canção eternizada pela artista.

Fernanda Torres foi premiada como Melhor Atriz em Longa‑Metragem por sua interpretação de Eunice Paiva. Durante o discurso, a atriz de 59 anos agradeceu ao diretor Walter Salles:

“Eu quero agradecer, claro, ao Walter, meu irmão, que me deu a oportunidade de interpretar Eunice Paiva”, destacou Fernanda primeiramente. Em seguida, completou: “Estou há dois anos com a Eunice. Ela virou uma segunda natureza minha…”, disse a artista.

Selton Mello, vencedor na categoria Melhor Ator em Longa‑Metragem, viveu Rubens Paiva na adaptação do livro de Marcelo Rubens Paiva. Ele dirigiu palavras emocionadas ao público:

“Walter, obrigado por ter me chamado para fazer um filme tão importante. … eu emprestei o meu corpo para esse corpo que nunca voltou”, destacou ele em seguida.

O filme liderou todas as principais camadas da premiação.O cenário consolidou dessa forma um domínio raro: das 16 indicações, o longa venceu em praticamente todas que disputou em categorias competitivas.

Outros títulos como Baby, Malu, Kasa Branca, Motel Destino, Oeste Outra Vez concorreram como destaque, mas nenhum se aproximou da performance excepcional alcançada por “Ainda Estou Aqui”.

Na entrega dos prêmios dedicados às produções seriadas, Gabriel Leone subiu ao palco visivelmente comovido ao receber o troféu de Melhor Ator em Série de Ficção por seu papel em “Senna”. No discurso, aliás, ele fez uma homenagem a Breno Silveira, cineasta falecido aos 58 anos em 2022, durante as filmagens de “Vitória”, projeto estrelado por Fernanda Montenegro.

“O Breno foi um fotógrafo e diretor de cinema genial”, destacou Leone, primeiramente. “Era uma pessoa apaixonada, um grande parceiro artístico e amigo”, declarou o ator, em tom acima de tudo emocionado.

Em outro momento de forte carga principalmente afetiva, o ator Isaac Amendoim, de apenas 12 anos, que viveu o personagem-título de “Chico Bento”, não conteve as lágrimas ao agradecer o reconhecimento da Academia ao filme, premiado como Melhor Longa Infantil. Entre lágrimas e sorrisos, ele resumiu a emoção com bastante simplicidade: “Eu tô muito feliz, gente. E um beijo, mãe”, disse por fim.

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