Rede criminosa: ameaças contra Felca revelam grupo com 700 suspeitos
31/08/2025
A Polícia Civil de São Paulo identificou dois responsáveis pelas mensagens enviadas ao youtuber Felipe Bressanim, conhecido como Felca, e à psicóloga Ana Beatriz Chamati. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, e um adolescente de 17 anos enviaram as ameaças após a repercussão do documentário “Adultização”, publicado em agosto.
O vídeo denunciou como influenciadores lucram com a sexualização de menores. Por causa dele, a Justiça da Paraíba decretou a prisão de Hytalo Santos e Euro, casal citado na produção, acusado de exploração sexual infantil e outros crimes.
Segundo o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Secretaria da Segurança Pública, os dois suspeitos participavam de um grupo chamado “Country”. Criado em plataformas como Discord e Telegram, o espaço reunia mais de 700 usuários investigados.
Nele, os participantes compartilhavam imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes, além de praticarem crimes virtuais, como estupros simulados, maus-tratos a animais, incentivo à automutilação e apologia ao nazismo.
Agentes monitoravam o grupo desde novembro de 2024. A identificação de Cayo e do adolescente só ocorreu depois das ameaças contra Felca e Ana. Eles deixaram rastros digitais que permitiram aos investigadores localizá-los.
“Não tínhamos ainda a qualificação completa, a localização, mas tínhamos conhecimento de que esse indivíduo já era um indivíduo perigoso”, declarou ao g1 o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian.
Cayo, apontado como um dos líderes do grupo, usava codinomes como Lammer, F4llen e Lucifage. Ele e o adolescente exigiram que o vídeo “Adultização” fosse retirado do ar, mas o influenciador e a psicóloga registraram boletins de ocorrência.
A polícia prendeu Cayo em Olinda (PE) e apreendeu o adolescente em Arapiraca (AL). No momento da prisão, Cayo estava com Paulo Vinicius Oliveira Barbosa, de 21 anos, que também foi detido em flagrante. Os dois acessavam ilegalmente sistemas do governo de Pernambuco.
As autoridades de São Paulo pediram mandados de prisão contra Cayo e de apreensão do adolescente, atendidos pela Justiça. Ambos responderão por ameaça, invasão de dispositivo informático, perseguição e associação criminosa.
Durante o interrogatório, Cayo negou ter feito ameaças, mas admitiu que vendia dados de sistemas públicos e afirmou ter recebido mais de R$ 500 mil com essa prática.
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